22/07/2012

Um deus na Universidade


Quantas vezes sentimentos ruins são disfarçados com boas intenções? Ciúme chamado de zelo, julgamento chamado de crítica construtiva, orgulho chamado de opinião... Muitas motivações ruins recebem nomes bons, tomando lugar no coração do ser humano e o levando a agir de modo egoísta.
O dinheiro, o gosto pelo acúmulo de riquezas é uma das mais disfarçadas motivações em nossos tempos. Aloja-se no coração das pessoas com nomes como: sonho, ambição, perspectiva de vida, e as faz entender que todo sacrifício é válido para se chegar aonde quer. Gasta-se todo empenho em busca de uma segurança ideal de vida, e isso se torna suficiente para mantê-las com satisfação pessoal. Olham para seus relacionamentos como nada além do que “contatos”, através dos quais o futuro se garante. Isso quando o clima de competição não estraga qualquer possibilidade de comunhão num mesmo ambiente profissional.

Jesus chegou a dar um caráter pessoal ao dinheiro, chamando-o de Mamom, uma entidade, um deus. As universidades têm se tornado um templo de adoração a esse deus. Por amor ao dinheiro, muitos estudantes se perdem em suas vocações: vivem anos e anos frustrados com a carreira escolhida, porém orgulhosos de não receberem ao final do mês apenas o necessário.  Talentos são abafados pela pressão da competição, o tempo é esmagado para comportar tudo que se tem que fazer para ganhar mais e mais, pessoas vivem isoladas por investirem mais em sua conta bancária do que em relacionamentos.

Richard Foster disse que o ”Dinheiro não deve nem ser adorado nem desprezado. Dinheiro é um poder, traz consigo luz e sombra.” O poder do dinheiro não será suficiente para escurecer a visão dos estudantes sobre seu futuro se estudantes cristocêntricos estiverem dispostos a anunciar e mostrar com suas próprias vidas como é viver em função de um único Deus. Como é deixar que somente esse Deus dirija seus interesses e paixões em direção à verdadeira vida abundante.

• ORE para que as motivações dos estudantes ao escolherem suas profissões seja por vocação, e não por dinheiro, para que haja menos profissionais frustrados no mercado de trabalho.

• ORE para que o seu tempo (sugestão) seja administrado por Deus e não pela ganância, ou ansiedade quanto à sobrevivência.

#DiadoEstudante

3 comentários:

Muito boa essa postagem. Identifiquei-me
muito com ela.


Passei por uma experiência parecida
no atual emprego, do qual pedi despensa na quinta feira (19/07/12). Agora estou
nesse trâmite para deixar a empresa.





Pelo dinheiro que esse emprego me
proporcionava, abri mão de coisas que considero importante, tais com: mistério
na Igreja onde congrego, reuniões do QG, o congresso do ano passado que já estava
pago e certo p/ eu ir e tive que diminuir minha grade na faculdade, entre
outras coisas.


Deus abriu meus olhos, então vi o quanto estava
infeliz com esse emprego e o quanto estava dando atenção a coisas que não me
completavam. Resolvi concluir os projetos pendentes dos quais estava responsável
e também orar, para Deus amadurecer e confirmar essa idéia. Orei por seis meses
e concluí todas pendências que faltavam. Aqui estou, indo embora com a consciência tranquila,
numa boa com meus colegas de trabalho e superiores.


Aceitei esse emprego com as
motivações erradas. Certamente não era Cristo quem estava no centro da minha da
vida naquela época.


Paz de espirito, realização
pessoal, Centralidade de Cristo. Dinheiro não compra nada disso, muitas vezes
gera apenas uma ilusão de felicidade proporcionada pelo conforto e poder que o
mesmo pode trazer.

Fico feliz que vc pode mudar em tempo.

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